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Meditar na adolescência ajuda a atravessar essa complexa fase da vida

É um chavão: a adolescência é uma fase “difícil” da vida. Mas ele se justifica: hormônios em ebulição; estrutura física, psíquica e emocional mudando; necessidade de tomar decisões importantes e complexas como qual profissão abraçar; sensação de ainda não ser adulto, mas também não ser mais criança.

São muitas as questões com as quais um adolescente tem de lidar, o que pode resultar em uma inquietação constante. Talvez por isso seja tão importante que se sintam fazendo parte de um grupo que os acolha e no qual se reconheçam. A extroversão típica dessa fase da vida pode fazer crer que meditação não é para adolescentes; que eles não conseguirão se concentrar, ter atenção plena e se desconectar em um ambiente tão hiperconectado em que vivem.

Para eles, mindfulness é uma opção muito interessante, que pode auxiliar na melhoraria do foco e concentração e até mesmo na redução do estresse e da ansiedade. Pesquisas com adolescentes mostram evidências desses benefícios. Um estudo publicado no Journal of Consulting and Clinical Psychology  feito com pessoas de 14 a 18 anos indica reversão de 80% nos diagnósticos de DSM no grupo submetido à Mindfulness para redução de estresse.

Quando a prática é realizada em grupo, os adolescentes inspiram-se nos relatos positivos dos colegas, além de estarem em um ambiente de apoio mútuo e coletivo, que incentiva a continuidade da prática.

Criança ou adulto? Nenhum dos dois: adolescente.

A prática de mindfulness para adolescentes pode ser bem adaptada para esta faixa etária, como por exemplo, no programa da Mindful Schools/EUA aplicado pela MindKids em escolas e grupos. O fundamento da prática é o mesmo, mas com menos complexidade do que a direcionada a adultos.

São usados exemplos cotidianos de sua vida real: a ansiedade na véspera da prova ou antes de um evento importante no qual irão se apresentar (artísticos ou esportivo), a insegurança, os questionamentos sobre amizade. Nessa faixa etária, é possível também introduzir mais informações sobre neurociência, pesquisas, estudos e dados científicos relacionados a meditação mindfulness.

Assim, o adolescente percebe uma necessidade maior de meditar, porque entende que essa prática pode trazer múltiplos benefícios.

Quando meditam em grupos ou na sala de aula da escola, existe respeito pelo espaço e quem não deseja realizar a prática convive harmonicamente com quem a pratica. Muitos, inclusive, incentivados pelo grupo, passam a praticar a meditação, algo que, individualmente, talvez não fizessem. Isso porque a interação e a troca de experiências é intensa, assim como é intensa a fase pela qual eles estão passando.

 

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