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Equilíbrio emocional: estratégias possíveis em meio ao caos

Quando você pensa em equilíbrio emocional, o que lhe vem à cabeça? Um monge religioso, uma pessoa comum mas que nunca levanta a voz, aquele ser iluminado que sempre pondera antes de falar ou agir? Estas podem ser imagens “perfeitas” (e, portanto, um tanto inalcançáveis) do que este conceito significa. A verdade é que podemos encarar equilíbrio emocional como algo bem menos ambicioso e muito mais alcançável se pensarmos nesse conceito como uma maneira mais saudável de relacionar-se com suas emoções, consigo mesmo e com os outros. E, enquanto professores, se conseguirmos explicar e ensinar isso às nossas crianças, teremos feito a elas (e a toda humanidade) um bem enorme: desde cedo elas poderão entender a importância de lidarem melhor com suas emoções e terão ferramentas para isso.

Para começar essa conversa com as crianças, um bom primeiro passo é explicar a elas sobre o que são emoções. E para sermos capazes de explicar o que são as emoções, precisamos primeiro entender o conceito nós mesmos. E um jeito simples é entender que a emoção existe quando algo importante para uma pessoa está acontecendo e, depende de nossas próprias avaliações, e impacta o corpo e a mente. Essa explicação é muito completa, porque fala de três aspectos importantes quando se trata de emoções: elas se refletem no corpo, na mente e sentir uma ou outra emoção depende da avaliação que cada pessoa faz de um fato. Em outras palavras, as emoções geram reações físicas e reconhecê-las é importante para podermos nos autorregular e, com isso, conseguirmos buscar o equilíbrio emocional.

Emoções

As emoções que sentimos não existem “por si”. Elas dependem de algumas variáveis, como nosso humor naquele dia, o contexto em que algo ocorre, a avaliação que fazemos a respeito e o gatilho, ou aquilo que nos gerou a emoção. Também é bom desmistificar o fato de que não existem emoções “boas” ou “ruins”. Algumas são agradáveis e outras desagradáveis, claro. Dependendo disso, as emoções nos levam a ter atitudes que podem ter um impacto positivo ou negativo.

Socialmente, entretanto, não fomos ensinados a regular nossas emoções (o que não quer dizer “abafá-las”), por isso gerenciá-las muitas vezes parece uma tarefa difícil. Mas não precisa ser. Tudo começa quando estabelecemos uma relação mais saudável com o que sentimos.

Ter inteligência emocional é monitorar as emoções e usar essas informações sobre contexto, gatilho e avaliação para poder agir com mais sabedoria, sem ser apenas reativo. E nisso Mindfulness pode contribuir muito. Ao treinar estarmos mais conscientes, aprendemos a parar um momento antes de reagir impulsivamente. E isso impacta diretamente na busca e contribui para a conquista do equilíbrio emocional.

Equilíbrio emocional

Identificar o que está acontecendo, no corpo e na mente, entender que sentir uma emoção é normal, que as emoções são temporárias (e não são exclusivas de uma única pessoa) e que está ao nosso alcance regular a maneira como respondemos àquilo que sentimos é algo que podemos ensinar às nossas crianças. Entender como nos sentimos em cada situação é um hábito, que pode ser cultivado. A atenção plena ao corpo pode ajudar a entender onde uma emoção “começa a surgir no corpo”. A raiva dá dor de estômago? A angústia aperta o peito? Aos poucos, com treino, quando sentimos esse alerta no corpo podemos perceber que ele não precisa ser extrapolado. Acabamos por entender mais rápido e de forma mais tranquila o que está acontecendo, e, assim, podemos não nos deixar afetar tanto, se não quisermos. Lidar com as emoções, tomando decisões melhores sobre como cuidar disso nos permite mudar a forma como nos relacionamos com nossas emoções.

Quando oferecemos às crianças suporte para que elas mesmas encontrem estratégias para lidarem com o que sentem, elas poderão se autorregular. Para isso, três passos podem ajudar a colocar toda essa teoria na prática:

  • Autoconhecer-se: reconhecer que a emoção existe em si e nomeá-la
  • Notar a emoção fisicamente e acolhê-la em vez de negá-la, investigando-a
  • Parar, respirar, observar e só depois agir, sabendo que eu não sou a única pessoa que sente aquilo. Todos sentem, mas o que realmente faz diferença é qual será minha atitude em relação a ela.

Se focarmos na atitude, explicando que a emoção em si não é o “problema” – que grande parte da questão é a maneira como essa emoção pode nos levar a agir sem pensar – as crianças poderão entender que uma postura racional pode ser mais efetiva na hora de agir. E poderão buscar seu próprio equilíbrio emocional, vivendo de forma mais saudável consigo mesmas e com os outros.

Quer saber mais? Fique de olho no evento “Estratégias de Equilíbrio Emocional”, que vem aí!

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