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Comunicação não-violenta em sala de aula

Você já ouviu falar em comunicação não-violenta? O termo tem sido cada vez mais abordado, mas esse estudo começou ainda nos anos 1960. Na época, enquanto aconteciam os movimentos contra segregação racial nos EUA, o psicólogo Marshall Rosenberg trabalhava como orientador educacional em instituições de ensino. E, nesse contexto, ele criou o método da comunicação não-violenta, que virou um grande sucesso. O conceito é simples e profundo ao mesmo tempo: a comunicação não-violenta baseia-se em escutar e falar de maneira compassiva, que possibilite a conexão das pessoas consigo mesmas e com os outros. Isso porque, na comunicação não-violenta, há uma preocupação em identificar não só o que está sendo dito, mas também necessidades e emoções.

A proposta de Rosenberg é que as respostas deixem de ser automáticas e que possamos passar a ter tempo de escutar e falar sem sermos reativos. A proposta faz muito sentido no ambiente escolar, dentro e fora da sala de aula – e surgiu justamente quando o psicólogo atuava em instituições de ensino.

Na escola é fundamental exercitarmos a compaixão e nos conectarmos uns com os outros, para melhorar o ambiente e criar um contexto que possibilite um aprendizado mais acolhedor.  Ele acredita que uma comunicação seja mais eficaz quando for mais consciente, baseada na percepção daquele momento e do comportamento do interlocutor. Por isso, a prática da comunicação não-violenta requer uma escuta ativa, atenção plena e empatia.

E o que isso tem a ver com Mindfulness?

Se você já acompanha este blog há algum tempo, sabe bem que expressões como atenção plena e empatia estão sempre presentes quando falamos da prática meditativa. A prática nos possibilita reconectarmo-nos com nosso potencial compassivo – algo que é fundamental na comunicação não-violenta e, igualmente, no ambiente educacional. Afinal, a compaixão é o que permite a criação de laços profundos, podendo diminuir a prática de bullying e melhorando até mesmo o aproveitamento.

Para exercitar a comunicação não-violenta é fundamental usar algumas aptidões que podem ser desenvolvidas com a prática de Mindfulness. Parar, respirar e só depois agir – abrindo um espaço entre a informação que recebemos e a resposta que oferecemos – é um dos pilares desse tipo de comunicação. E, para fazer isso, desligando o piloto automático, é fundamental estar atento ao momento em que vivemos, permitindo que pensamentos sobre o passado e o futuro não interfiram no tempo presente.

E, se tudo isso faz sentido na escola, também faz na vida cotidiana. Por isso, aproveite este período para colocar em prática a comunicação não-violenta, seja nas reuniões de conselho, conversas com alunos e suas famílias, até mesmo durante as festas.

Aqui vão cinco dicas de como usar a comunicação não-violenta:

  1. Escolha uma intenção: que valores você deseja comunicar neste período?
  2. Faça melhores perguntas; pratique uma escuta atenta: conecte-se verdadeiramente com as pessoas
  3. Estruture a conversa: sugerir atividades para que cada pessoa fale uma de cada vez pode ser uma boa opção
  4. Conheça seus limites: respeite a si mesmo sobre assuntos a respeito dos quais acredita que deve ou não se preocupar e reflita se vale a pena ou não entrar em discussões sobre temas que considerar difíceis naquele ambiente.
  5. Mantenha-se no presente e lembre-se da impermanência: isso vai ajudar você a aproveitar melhor o momento, sabendo que ele logo passará e se tornará memória

Tente exercitar a comunicação não-violenta e descubra como as relações podem se beneficiar disso, especialmente neste período!

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