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Canalizando, desde cedo, energia para onde ela é necessária

Crianças da pré-escola meditando diariamente. O que poderia parecer impensável é, hoje, a realidade de cerca de 140 alunos de 2 a 6 anos e meio na Our Lady Of Mercy, escola americana católica que fica em Botafogo no Rio de Janeiro. A prática de Mindfulness acontece todos os dias, 15 minutos antes do início das atividades regulares, e já está integrada à grade da escola.

Tudo começou porque, em 2021, quando a escola voltou a receber alunos em atendimento híbrido, foi necessário escalonar os horários de chegada dos alunos que retornaram ao ensino presencial, para diminuir a aglomeração de pessoas. Foi então que a orientadora educacional da Educação Infantil, Renata Faria de Freitas (que também faz um trabalho socioemocional com os alunos) pensou que meditação poderia ser uma atividade adequada.

Ela já pratica meditação transcendental há vários anos. O programa da MindKids, de Mindfulness para crianças casou com as necessidades da escola e com as expectativas de Renata.

 

Boa receptividade

Renata conta que o fato de a escola ser religiosa não teve interferência alguma na decisão de incluir a prática na rotina dos alunos. “A escola é católica, mas não é obrigatório que alunos, pais, professores nem funcionários sigam a religião. Aliás, acredito que quem tem uma prática de espiritualidade ou religiosidade entenda a importância da experiência contemplativa”.

De acordo com a orientadora, os professores também receberam muito bem a proposta, por dois motivos. O primeiro é que, por ela ter uma experiência pessoal com meditação, ser psicóloga e ter uma posição de liderança, foi mais fácil que todos pudessem acreditar nessa “aposta”. O segundo é que, durante o treinamento presencial dos 18 professores, foi possível compartilhar experiências, o que enriqueceu muito o processo.

“A proposta da MindKids é que primeiro o professor leve a prática para sua vida, para só depois levá-la aos alunos. E vários membros da equipe disseram que precisavam de algo como Mindfulness por causa da experiência de isolamento durante a pandemia, que gerou ansiedade em muitos”, diz.

É o que relata Fernanda Bessa, professora do maternal 2 da Our Lady Of Mercy, que dá aulas para crianças de 3 e 4 anos. “Recebi a notícia do treinamento em Mindfulness no meio da pandemia. E me pegou de surpresa, porque até então os treinamentos eram voltados a questões pedagógicas. É interessante a escola investir na gente dessa forma, porque precisamos primeiro cuidar de nós mesmas para só depois podermos cuidar dos alunos”

A professora conta que a prática a ajudou a acalmar a mente e focar no presente. “Antes do treinamento eu não tinha uma rotina de prática diária. Mas depois que comecei a meditar, me cobro menos, percebo que minha ansiedade diminuiu, mudou minha forma de pensar e reduziu meu estresse. Sabe aquela coisa de ir dormir pensando no trabalho a ser feito amanhã? Não tenho mais isso”, comemora.

Já os pais, de acordo com Renata, também deram um feedback positivo em relação à iniciativa. Para ela, o fato de o tema “saúde mental” ter ocupado um grande espaço na mídia desde o início da pandemia, com reportagens sobre como a meditação pode desenvolver habilidades como atenção e foco, além de modificar estruturalmente o cérebro, contribuiu para isso.

 

Mudança nos alunos

A orientadora conta que, na volta das crianças ao presencial, foi possível notar que competências como autorregulação, atenção, foco e tolerância à frustração estavam menos desenvolvidas. “As crianças voltaram intranquilas e assustadas. Por isso, Mindfulness ajudou muito. Afinal, ele permite o desenvolvimento de funções executivas, como autocontrole, autorregulação, colaboração, cooperação e criatividade”, afirma.

A professora Fernanda também sentiu a diferença em sala de aula, onde usa diversas técnicas que aprendeu no treinamento, mas, principalmente, a da garrafinha com glitter. “Como os alunos são muito pequenos, essa técnica é ótima, porque é concreta. Com ela, é possível perceber fisicamente como a respiração pode acalmar os pensamentos; assim como as partículas de glitter se aquietam na garrafa depois de terem sido agitadas”.

Ela explica que no começo nem todos os alunos realizavam as práticas, mas que aos poucos foram naturalmente aderindo e que, hoje, têm uma percepção mais acurada de si mesmos, identificando quando estão com sono, irritados, tristes ou com saudades.

Fernanda também reforça que o fato da prática ocorrer no início do dia é muito importante. “Muitas vezes eles chegam à escola agitados, ansiosos, cheios de excitação. Depois da prática, eles ficam mais atentos e conseguem canalizar a energia para aquilo que importa: o agora”.

A experiência tem dado tão certo que o próximo passo é treinar professores do Ensino Fundamental I, para que os alunos que já começaram na pré-escola tenham a oportunidade de continuar praticando Mindfulness nos próximos anos. E, hoje, na Our Lady of Mercy, crianças pequenas meditam, diariamente.

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