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A compaixão e a evolução humana

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Você sabia que a compaixão pode ter sido uma característica fundamental para que a espécie humana pudesse evoluir? 

Existem várias evidências de que empatia e compaixão são traços da capacidade que nossa espécie tem de se adaptar às alterações do ambiente. Elas seriam fundamentais para que pudéssemos continuar a conviver em sociedade e, assim, dar conta de sobrevivermos enquanto espécie, mesmo em um ambiente hostil, com animais mais fortes e maiores que os seres humanos. 

Um dos mais recentes estudos sobre o tema foi publicado na revista Science Advances e conduzido pela equipe de Valentín Villaverde Bonilla, professor emérito do departamento de pré-história, arqueologia e história antiga da Universidade de Valência. Foi este grupo de pesquisadores que, no final da década de 1980, descobriu um fragmento ósseo de uma criança neandertal de cerca de 6 anos de idade. Os Homo neanderthalensis, extintos há cerca de 40 mil anos, são os parentes mais próximos de nossa espécie Homo sapiens. Inclusive conviveram e têm um ancestral em comum. 

O osso e a compaixão

Mas o que o fragmento ósseo de uma criança neandertal tem a ver com a compaixão e com o fato de isso ser fundamental para nossa evolução? Ao analisarem a amostra, os pesquisadores descobriram que a criança tinha lesões de nascença que correspondem a síndrome de Down. Isso teria acarretado problemas de saúde que impediriam a criança de viver de forma autônoma. De acordo com os estudiosos, se a criança dependesse apenas dos cuidados da mãe, também poderia não ter vivido tanto tempo (para fazer uma comparação, até a década de 1920, uma criança com síndrome de Down tinha expectativa de vida entre 9 e 12 anos de idade). 

Por isso, explicam os pesquisadores, essa criança dependeria de todo o grupo social para alcançar essa idade. Mas, os neandertais eram nômades e deslocavam-se por grandes territórios. Nesse cenário, uma criança com tantos problemas poderia ser um fardo. E por que o grupo cuidou dela ou invés de abandoná-la, já que provavelmente essa criança não poderia retribuir essa ajuda? “O cuidado é resultado de um sentimento de compaixão relacionado a outras condutas pró-sociais altamente adaptativas”, afirmam os autores do estudo. Em outras palavras, a compaixão faz da nossa uma espécie mais capaz de se adaptar e de sobreviver aos desafios impostos pela natureza ao longo dos milênios. 

Desenvolver a compaixão

Assim, a compaixão é fundamental para nossa espécie e desenvolvê-la é, evolutivamente, também uma estratégia de sobrevivência. Mindfulness é uma prática importante para que possamos desenvolver a compaixão, “o sentimento que surge ao se presenciar e reconhecer o sofrimento do outro, que implica um desejo ou motivação de ajudar”, como define o estudo “Compassion: An Evolutionary Analysis and Empirical Review”.

A compaixão seria, portanto, uma forma de diminuir em nossas mentes o impacto da culpa e da crítica (que, se alimentadas, podem gerar mais sofrimento e mal-estar). As práticas de bondade amorosa propostas em Mindfulness, entretanto, não são benéficas apenas para os outros, mas, essencialmente, para quem, as realiza. Elas ajudam a diminuir o estresse, a dor crônica, enxaquecas e ainda melhoram as conexões sociais e o amor-próprio. 

Quer experimentar? Acesse: https://soundcloud.com/daniela-degani/bondade-amorosa 

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