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3 práticas para ensinar empatia às crianças

Bondade, empatia e compaixão são características que podemos cultivar e desenvolver. São habilidades inatas, que podem ser exercitadas desde muito cedo, conforme você pode ler neste post. Um dos melhores lugares para treinar essas habilidades é a escola. Ali, em meio a um grupo com outras crianças e adolescentes, esse aprendizado pode contribuir para que os alunos aprendam a lidar com suas emoções, melhorando o equilíbrio emocional e contribuindo não só para a melhora do desempenho acadêmico, mas também do bem-estar de cada um.

Porque, se pararmos na empatia (que é a capacidade de sentir a dor do outro) talvez essa dor seja grande demais para suportarmos sozinhos. Mas a compaixão permite que tenhamos a intenção de que fazer algo em favor do outro, que tenhamos a intenção de ajudar para diminuir seu sofrimento. E nesse movimento, nós superamos a sensação de impotência e conseguimos partir para a ação: uma lição importante na vida escolar – para superar os desafios de relacionamento e de aprendizado – e depois dela.

“A bondade é a base de um cérebro saudável”, afirma o neurocientista Richard Davidson. Mas, afinal, como treinar essas habilidades do coração dentro do ambiente escolar?

Primeiro é importante dizer que a prática dos alunos é reflexo da prática de professores e tutores. Por isso, entrar em contato com essas práticas e colocá-las no nosso dia a dia  é tão importante quanto ensiná-las aos alunos, qualquer que seja sua idade. Por isso, neste texto, vamos apresentar algumas práticas que os professores podem fazer consigo mesmos e também como adaptá-las às crianças e adolescentes. Acompanhe:

1- Bons desejos

O princípio desta prática é o mesmo para crianças, adolescentes ou adultos de qualquer idade. Ela consiste em enviar bons pensamentos ou desejar coisas boas para as pessoas, sejam elas conhecidas ou não. Por exemplo, quando vemos um carteiro trabalhando debaixo de chuva, podemos colocar uma intenção verdadeira no sentimento de desejar que ele não adoeça, que ele fique bem. Para as crianças, isso pode ser ensinado cada vez que, por exemplo, um colega falta à aula sem que se saiba o motivo. “Por que aquele aluno faltou?” é uma ergunta recorrente. Quando ela surgir, o professor pode dizer que não sabe, mas que sugere que os alunos mandem bons pensamentos para quem faltou, para que ele esteja bem e saudável.

2- Assim como eu

Não é raro que tenhamos discordâncias com as pessoas que nos cercam. Ma, em vez de fazer com que essa discordância se torne uma barreira, podemos encontrar características que nos aproximas, nos tornam parecidos. Afinal, todos somos humanos. E esta não é uma prática apenas para ser aplicada quando há alguém de quem não gostamos. Ela também é muito interessante quando feita para desconhecidos. Por exemplo, no trans porte público, no fim da tarde, todos têm em comum o fato de estarem desejosos de chegar em casa para descansar de um dia de trabalho. Ao se deparar com uma situação como esta, pense “assim como eu, tudo o que essa pessoa deseja é estar em casa”. Com as pessoas de quem discordamos, a tarefa parece mais complicada, mas, na verdade, também é simples. Um pensamento eu podemos ter sobre quem discordamos é: “assim como eu, essa pessoa só deseja ver seus familiares e as pessoas que ama estarem bem”.

É possível adaptar essa prática para crianças e adolescentes sugerindo que eles façam uma lista de coisas positivas sobre um outro aluno da sala. Pode ser um sorteio, para que  eles tenham a chance de enfatizar algo positivo mesmo sobre alunos com os quais não têm muita afinidade. É interessante notar que, muitas vezes, alunos que possuem dificuldade de encontrar características positivas nos outros também acham difícil encontrar coisas positivas em si mesmos, o que mostra que isto é realmente uma questão de treinar.

3- Prática da gratidão

Cultivar um coração tranqüilo depende unicamente de nós mesmos. Talvez, a única coisa que possamos mudar no mundo sejamos nós mesmos, afinal. E gratidão é algo que altera, com o passar do tempo e a prática, as estruturas de resposta que damos ao mundo. Olhar o que está presente, e não o que falta, é um exercício que não significa ignorar o problema, mas aprender a balancear e equilibrar tudo o que a vida oferece.  Assim, agradecer de coração as coisas que temos ou somos – mesmo que pareçam pequenas – é um exercício poderoso: uma cama quente, a comida na mesa, um lugar seguro para estar, a saúde.

Para seus alunos, caso eles sejam muito pequenos, primeiro é preciso definir o que é “gratidão”: uma alegria de saber que se tem algo ou alguém; um “quentinho no coração” quando nos lembramos de uma pessoa, um brinquedo ou um animalzinho. Uma adaptação muito interessante da prática de gratidão para as crianças é o pote da gratidão, no qual, cada uma delas, diariamente, deposita um desenho ou uma palavra que expresse a razão pela qual ela é grata. Ao fim de uma semana, o professor pode abrir o pote e compartilhar essas informações, mesmo que sejam anônimas, criando um círculo virtuoso de gratidão e bem-estar.

Agora que você já sabe que bondade, empatia e com paixão podem ser ensina das e aprendidas na escola, já pensou em como colocar essa revolução em prática?

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