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“Baleia Azul” alerta, mais uma vez, sobre a importância de olhar atentamente para os adolescentes

Você deve ter ouvido falar ou lido alguma informação alarmante sobre o “jogo” da Baleia Azul, que incitaria adolescentes ao suicídio. O problema é gravíssimo, mas, infelizmente, é apenas a mais recente versão de algo recorrente na sociedade: quando não olhamos com atenção para os adolescentes, deixamo-los expostos a perigos que podem prejudicá-los.

Mas, por que, afinal, adolescentes parecem ser tão vulneráveis se já conquistaram mais maturidade, conhecimento e experiência do que crianças? Uma resposta possível é que, de acordo com alguns estudos, adolescentes têm uma menor aversão ao risco que adultos. Isso é parte de seu desenvolvimento neurológico. Por isso, neste aspecto, eles ainda estão expostos a mais ameaças.

De acordo com Kristen Race, PhD, entender as mudanças neurobiológicas que ocorrem nos adolescentes é uma chave para canalizar e encorajar, de forma segura, os comportamentos típicos que fazem os adolescentes buscarem emoções fortes. Sem esse suporte adulto, os adolescentes podem ficar vulneráveis a procurar essa “adrenalina” em fatos ou situações que podem ser prejudiciais. É o impulso da busca pelo risco, somado a um baixo desenvolvimento de empatia e autoestima, que pode catalisar o interesse por jogos arriscados. Assim, se o adolescente tiver autoestima e conseguir desenvolver empatia, estará menos vulnerável a esse tipo de situação.

Criar interações sociais verdadeiras, evitando o isolamento, é fundamental. Essas interações estimulam o córtex pré-frontal, responsável por funções do cérebro como empatia, moralidade, e regulação emocional.

Apenas a convivência real com outras pessoas pode estimular essas funções. Pesquisas americanas mostram que a interação virtual não propicia o desenvolvimento da empatia como as presenciais.

Oferecer opções seguras que tragam as mesmas sensações que aquelas que as situações perigosas proporcionam pode ser uma forma de manter os adolescentes afastados do que lhes possa fazer mal. Sugerir a prática de esportes de aventura pode ser uma saída.

Expandir as ações para o âmbito social é outra possibilidade. Um adolescente que contribui em algum projeto social (seja ensinando algum assunto a crianças carentes, promovendo jogos sociais, fazendo campanhas de arrecadação) se sente desafiado ao mesmo tempo em que percebe, na prática, seu papel no mundo. A conexão com o mundo externo, realizada de maneira positiva, ao mesmo tempo que significa assumir riscos também estimula o aspecto de autoestima, ajudando no desenvolvimento do córtex pré-frontal.

Praticar atos de bondade fortalece as conexões neurais que ajudam no desenvolvimento de empatia e compaixão, pelos outros e por si mesmo. Além disso, estudos mostram que, durante esse tipo de atividade, acontece uma liberação de dopamina, um neurotransmissor que atua, especialmente, no controle do movimento, memória, e sensação do prazer.

E, se for possível sentir prazer e bem-estar com atividades sociais e positivas, as chances de buscar essa sensação em outras fontes diminui, fazendo com que o adolescente possa viver em um ambiente mais seguro e propício ao seu desenvolvimento.

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